Inaugurada em 04.12.1920, conhecida como PONTE PÊNSIL ALVES DE LIMA ou PONTE PÊNSIL DE CHAVANTES, construída em madeira com vão suspenso de 82 metros na SP 276 sobre o Rio Paranapanema, entre os municípios de Chavantes/SP e Ribeirão Claro/PR.

Tombada em 1985 como bem cultural de interesse histórico e tecnológico pelo Governo do Estado de São Paulo através do Condephaat e em 2001 pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico do Paraná.

Mesmo danificada sobreviveu às Revoluções Tenentista, Getulista e Constitucionalista e a uma grande enchente em 1983.

Em 2011 foi restaurada pela CBA Companhia Brasileira de Alumínio, que também construiu ao lado uma ponte de concreto.

Conhecida como PONTE PÊNSIL ALVES DE LIMA

Tombada pelo Governo do Estado de São Paulo/CONDEPHAAT
Como bem cultural de interesse histórico e tecnológico
Resolução n° 365 de 02.12.1985

Tombada pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico do Paraná
Processo nº 005/00 em 13/11/2001, Inscrição nº 140

Endereço: na SP 276 sobre o rio Paranapanema, entre os municípios de Chavantes/SP e Ribeirão Claro/PR.

Inauguração: 04.12.1920

Descrição

  • Ponte no estilo pênsil
  • Comprimento total de 149 metros
  • Vão suspenso de 82 metros dependurados em 14 cabos, que se apóiam em duas torres de concreto armado de 18 metros de altura e se amarram numa ancoragem artificial de pedra e concreto do lado paulista e num bloco de pedra do lado paranaense.

Histórico

A construção da Ponte Pênsil pelo Governo de São Paulo recebeu verbas auxiliares do Governo do Paraná e de fazendeiros do norte paranaense e se deu através da influência de Antonio Manuel Alves de Lima, presidente da Companhia Agrícola Guatapará e do Instituto Brasileiro do Café de São Paulo e Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, possuía fazendas em São Paulo e em Ribeirão Claro, PR.

Com a inauguração da Ponte Pênsil em 04.12.1920 a produção cafeeira do norte do Paraná passou a ser escoada pela Estação Ferroviária Chavantes para o porto de Santos.

A ponte foi alvo das Revoluções: na Tenentista de 1924 foi bastante danificada, mas depois consertada. Na Revolução Getulista de 1930 dinamitaram as torres de sustentação da estrutura pênsil, destruindo-as e também o restante da estrutura. Na Revolução Constitucionalista ela já estava destruída e só foi refeita e reinaugurada em 1936 pela Companhia Construtora Nacional S. A. Em 1983 uma grande enchente destruiu parte do piso da ponte e foi novamente reformada pelo Governo Paulista.

Em 1985, a pedido do prefeito de Chavantes, Leonildo Vidal, a ponte foi tombada pelo Governo de São Paulo através do CONDEPHAAT pela Resolução n° 365 de 02.12.1985, como bem cultural de interesse histórico e tecnológico e teve impedido o trânsito de caminhões e ônibus. Em 2001 foi tombada pelo Governo do Paraná.

Em 2011 após ter sido restaurada pela CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) como parte da compensação pela inundação de área no município de Chavantes causada pela construção da Hidrelétrica Ourinhos, a ponte teve o trânsito de veículos suspenso pelo DER (Departamento de Estrada de Rodagens). Próximo a ela construíram uma segunda ponte de concreto, mais moderna e larga.


Fonte: Museu Histórico de Chavantes Adibe Abdo do Rio/PMC